Você sabe o que é um guarda-roupa compartilhado?

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A tendência do guarda-roupa compartilhado está ganhando o Brasil. Veja ideias que estão dando protagonismo à economia colaborativa e fazem a moda crescer!

Nem sempre a gente tem grana para comprar aquela roupa linda que vimos na vitrine, ao passo que tem muita gente que compra uma peça de roupa nova toda semana e o armário está abarrotado de peças que sequer foram usadas. Para equilibrar estes dois contrapontos, eis que de uns tempos para cá surgiu um mercado superinovador chamado de guarda-roupa compartilhado. Você já ouviu falar?

Trata-se de um modelo de negócio em que qualquer pessoa pode usufruir de um acervo de peças de roupas, pagando um preço acessível por isso. Ou seja, ninguém mais precisa sair por aí comprando peças de roupa ou mesmo investir um preço alto por aquele vestido que só será usado uma vez. Fomentando a economia colaborativa, a intenção dos guarda-roupas compartilhados espalhados pelo Brasil é criar um consumo consciente nas pessoas, sobretudo no que diz respeito à moda e as compras por impulso – que acontecem MUITO.

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A iniciativa do guarda-roupa compartilhado está tão em voga hoje em dia, que existem vários locais onde é possível garimpar peças ótimas e que vão cair como uma luva em seu corpo. Vale lembrar que esta ideia é diferente daquelas lojas de aluguéis de roupas, justamente pelo fato de que o guarda-roupa compartilhado quer fazer parte da rotina das pessoas, algo que as lojas de aluguéis de roupas nunca foram.


Você sabia? Segundo estudo da Lena, The Fashion Library, as mulheres só usam 30% das peças de roupas que estão no armário.


Como surge um guarda-roupa compartilhado?

O guarda-roupa compartilhado surge por meio de coletivos e pessoas que acreditam na economia colaborativa e no consumo consciente. No entanto, não é de hoje que a  ideia faz sucesso. Fora do Brasil, a marca holandesa Lena, The Fashion Library e a britânica Rentez-Vous já são superconhecidas no cenário fashion por propagar esta iniciativa.

É óbvio que a ideia chega ao país como uma oportunidade de negócio para quem tem muitas roupas dentro do armário e quer lucrar de alguma forma com isso, mas possuir um guarda-roupa compartilhado significa ter comprometimento com os clientes e, sobretudo, com as roupas que serão emprestadas. Outro detalhe: é preciso ter um acervo em constante reformulação e que privilegie os mais diferentes tipos de corpos.

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Roupas da House of Bubbles.

Muitos dos guarda-roupas compartilhados por aí recebem incentivos de lojas de roupas maiores e até de pessoas que cansam de suas roupas e querem dar a elas um destino diferente. No começo, quem decide montar um guarda-roupa compartilhado recorre a amigos, família e conhecidos para arrecadar o maior número de peças possível, mas não demora muito para o acervo aumentar e se tornar um grande armário coletivo.

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Roupateca tem um acervo de roupas organizado e moderninho.

A organização e a qualidade das peças são itens fundamentais para fazer o guarda-roupa compartilhado crescer. No entanto, mais do que isso, é importante entender e administrar como você pode lucrar com este modelo de negócio. Algumas iniciativas que já estão no mercado, fazem diferentes tipos de ‘assinatura’ para seus clientes usarem o tanto de peças que quiserem. Outros, ainda, podem ou não cobrar à parte pelos acessórios que dispõem no acervo. Tem também alguns tipos de negócio que pedem que o cliente deixe uma peça de roupa para o acervo como se fosse o seu ingresso para o guarda-roupa compartilhado.

Alguns guarda-roupas compartilhados por aí

Roupateca (SP): surgiu em 2014 como uma espécie de curadoria de roupas. Hoje, o guarda-roupa compartilhado possui diferentes planos, sendo que um deles permite usar as peças do armário coletivo todos os dias. Acesse aqui.

My Open Closet (SP): se autodenomina como o maior marketplace de compartilhamento de moda no Brasil. E não é para menos – com um site superorganizado, você pode emprestar qualquer roupa online e ainda pode compartilhar suas peças com outras pessoas de modo virtual. Vale lembrar que o My Open Closet é especializado em vestidos. Acesse aqui.

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Lucid Bag (SP): como um bom guarda-roupa compartilhado, você consegue emprestar peças e ainda colocar suas roupinhas pra jogo, alugando e ganhando um dinheirinho com isso. A Lucid Bag é uma iniciativa da jornalista Luciana Nunes e nasceu em 2014. Acesse aqui.

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Blimo (SP): se autodenomina como uma biblioteca de moda que funciona parecidamente com o serviço de streaming Netflix, só que de roupas. Na Blimo, você assina um dos pacotes do guarda-roupa compartilhado e tem acesso a várias peças, inclusive, há a opção de locação de roupas avulsas. Acesse aqui.

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House of Bubbles (SP): com um conceito inovador, a loja é um misto de lavanderia bar (enquanto você espera suas roupas limpinhas, aproveita para beber) e guarda-roupa compartilhado. Os planos da HB são a partir de R$50. Acesse aqui.

E aí, o que você acha da iniciativa de guarda-roupa compartilhado? Usaria e compartilharia suas peças de roupas com outras pessoas? Conte tudo nos comentários!

Imagens: Uol, Divulgação Lojas, Reprodução GNT.
Com Informações de Folha, Estilo Uol.