Coletivo 30° Sul inova e traz à tona o conceito slow fashion

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Você já ouviu falar em slow fashion? Pois aqui no blog separamos muitas dicas para você entrar de cabeça neste conceito. Confira exemplos e inspirações aqui!

Nunca antes no mundo se falou tanto em sustentabilidade. E não é de hoje que há muita gente preocupada em manter o planeta saudável – existem diversos coletivos e ONGs engajadas em fazer do mundo um lugar melhor, seja incentivando a economia de água, a utilização consciente do carro ou mesmo a reutilização de materiais e dando um novo significado a eles. Na moda, por exemplo, criou-se o conceito de slow fashion, que nada mais é que um termo que se contrapõe ao consumo de massa. Você já ouviu falar?

Mas, afinal, como funciona o slow fashion?

Todo mundo pode praticar o slow fashion. Trata-se de um movimento no qual a sustentabilidade e o consumo consciente são postos à prova. É reaproveitar tecidos, aviamentos e criar peças que são mais do que simplesmente roupas, elas carregam consigo uma responsabilidade social e a preocupação com o consumo desenfreado – e que muitas vezes é desnecessário.

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E apesar do nome em inglês, o conceito slow fashion já se espalhou pelo mundo.  E no Brasil, existem bons casos de empresas que acreditam no consumo consciente. O Coletivo 30° Sul, por exemplo, reúne várias empresas que acreditam nisso e que querem crescer de forma colaborativa. O coletivo tem quase dois anos, nasceu em Porto Alegre e reúne marcas gaúchas que possuem os mesmos ideais sustentáveis que é muito mais do que comprar sem impulso e adquirir um produto com o objetivo de usá-lo o máximo possível:

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Colar feito por uma das empresas do coletivo. Matéria-prima são folhas de revistas velhas.

– Empresas que acreditam no slow fashion usam materiais que não agridam ou que agridam menos a natureza. Além disso, sempre que possível, reutilizam as matérias-primas, fazendo com que haja uma diminuição na quantidade de resíduos.

– Outra característica, é o uso de mão de obra local, com o incentivo de pequenos empreendedores.

Outras iniciativas slow fashion de moda sustentável

Mapa da indústria da moda sustentável: se você não tem um ateliê, mas acredita que o consumo consciente é algo muito importante, já teve gente que fez uma lista de empresas limpas e comprometidas com esta ideia. Saiba mais aqui.

Roupas feitas de plantas: este ano, nasceu uma marca de roupas que usa algodão orgânico, além de outros materiais que prezam pela sustentabilidade. Porém, o grande diferencial está em usar o cânhamo, planta proibida no Brasil, para fazer os botões das peças. Mais adiante, eles querem produzir roupas, pois o tecido feito com a fibra do cânhamo é mais resistente que o algodão. Saiba mais aqui.

Brasília (DF), 11/10/2017  Roupa de cânhamo Local: SHiN Qi 15

Celebridades e moda sustentável: o conceito slow fashion ganha muito mais evidência quando pessoas notórias levam a mensagem para seus fãs. Celebridades como Kim Kardashian, Emma Watson e Anne Hathaway, já reutilizaram peças no tapete vermelho, além de usar roupas  que foram tendências em coleções passadas. Tudo para mostrar que consumir menos pode ser uma ótima ideia. Saiba mais aqui.

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Sandalinha versátil: a customização tem tudo a ver com o slow fashion, pois é uma prova real que para estar na moda não é preciso consumir desenfreadamente e sim reaproveitar e dar uma nova cara àquilo que já existe. Um exemplo é uma loja de calçados versáteis que trocam de tiras conforme a necessidade de combinação. Ou seja, ao invés de você comprar pares e mais pares de sandálias você compra apenas uma. Saiba mais aqui.

Apesar do nome um pouco complicado, o slow fashion é um conceito muito simples de aplicar no dia a dia. Seja no ateliê, escolhendo fornecedores e materiais sustentáveis, seja em casa, optando pela customização e uso de peças até a obsolescência. Agora conta aqui pra gente o que você acha disso e se pratica esta ideia no dia a dia!

 Imagens: Metropoles, VIEW, Coletivo 30° Sul, Glamurama.